Por Gislaine Ferreira
A dislexia caracteriza-se como um transtorno específico de origem neurobiológica e hereditária, e podem ocorrer juntamente com outros distúrbios, caracterizados como dificuldades na fluência da palavra, no reconhecimento e decodificação dos vocábulos; troca de sílabas e até na hora de soletrá-las, dificuldade de memória, por exemplo, não consegue ter uma memoria sequencial ou não consegue lembrar de uma letra de música. A criança não consegue reconhecer orientação de esquerda- direita, na orientação temporal não se localiza no tempo, na imagem corporal apresenta desenhos desorientados referentes à figura humana e de si.
Segundo Shaywitz (2006 apud LIMEIRA p. 56) afirma que um dos sinais indicativos para diagnosticar se há dislexia é o atraso na fala. É necessário conhecer suas características para não ser confundida com outras dificuldades de aprendizagem. Visto que por falta de conhecimento, a dislexia pode ser vista como resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição socioeconômica ou baixa inteligência.
A criança na fase de alfabetização geralmente gosta de escrever seu próprio nome, então é importante observar nesse momento se a criança tem se escondido ou reclamado com frequência de alguma dificuldade para escrever.
Segundo Morais (1997, p. 94 apud LIMEIRA p. 55), a dislexia “[...] é um termo que se refere às crianças que apresentam sérias dificuldades de leitura e, consequentemente de escrita, apesar de seu nível de inteligência ser normal ou estar acima da média”.
Muitas vezes o sujeito disléxico, por não ter conhecimento do que se trata a dislexia, não pode argumentar quando questionado das suas dificuldades de aprendizagem. Acaba sendo rotulado em alguns momentos, passando por constrangimentos e problemas de relacionamentos com outras pessoas.
É necessário considerar todos os indicadores já citados no inicio do texto e também contar um uma equipe multidisciplinar, além de um psicopedagogo, mas também por neurologista, psicólogo e fonoaudiólogo.
REFERÊNCIAS
LIMEIRA, N. B. Problemas e dificuldades de aprendizagem. Maringá: NEAD - Núcleo de Educação a Distância, 2014.

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